Aplicaçoes na Electro-erosão

Electro-erosão por fio, GOITI (Grupo DANOBAT)
Produção automatizada de matrizes para puncionadoras
 




Perfil da empresa:


Empresa: GOITI, S.Coop. - GRUPO DANOBAT
Direcção: Elgoibar ­ Gipuzkoa - Espanha
Actividade: Fabricação de quinadoras e punçoadoras
Principais mercados: Todos os europeus
Ano de fundação / Empregados: 1961 / 825 (Grupo Danobat)
Equipamentos de electro-erosão por fio: ONA PRIMA S-400, SODICK BF275, JAPAX LDM50
Pessoa de Contacto: Iñaki Solupe

 

  Características do trabalho:
Aplicação: Produção automatizada de matrizes para punçoadora (DANOBAT) Altura da peça: 32 mm
Máquina: PRIMA S-400 Tipo de fio: Latão não recoberto 900 N / mm² (Cu 63% / Zn 37%)
Material da Peça: acciaio Diâmetro do fio: 0.25 mm.
Aço Número de peças: 33 N.º de cortes: Primeiro um corte de 1º de inclinação e segundo um corte de 0.3º mais um repasso

 

Em Março de 1999 GOITI instalou uma máquina modelo PRIMA S-400 com enfiamento automático e em colaboração com o Serviço de Tecnologia e Processos da ONA pôs em marcha um novo processo de produção de matrizes, um processo que lhes garantisse uma produção automatizada durante as 24 horas do dia, nos sete dias da semana, com a máxima garantia de precisão e qualidade.

Hoje, um ano e meio depois, GOITI mostra-se inteiramente satisfeita com o rendimento e fiabilidade da máquina, tendo conseguido alcançar o seu objectivo inicial a 100%. Neste artigo explicamos como GOITI tem estabelecido o seu sistema de produção.

As matrizes que GOITI fabrica são do tipo cilíndrico com dois tipos de diâmetro diferentes: 63 e 30 mm. respectivamente. Para poder automatizar a produção das mesmas, primeiramente foi necessário preparar uma ferramenta que permitisse colocar as peças com total precisão na mesa de trabalho. Preparou-se uma placa-suporte de 500 x 400 mm. que permitia colocar até 21 matrizes de 63 mm. de diâmetro e 12 matrizes de 30 mm., de diâmetro. Graça ás chavetas que levam as matrizes, as peças ficam ajustadas e posicionadas na placa-suporte com total precisão.

Depois de montar e fixar a placa-suporte na mesa de trabalho, o passo seguinte foi a preparação de um programa que permitisse fabricar as matrizes sem necessidade de que no futuro o operador tivesse que realizar operações manuais de centragem ou de toma de pontos de referência. Para isso tomaram-se e memorizaram-se com uma precisão de 0,01 mm. por eixo as decalajes para cada uma das 33 matrizes. Desta maneira, o ponto de origem do programa de corte de cada uma das matrizes já estava memorizado e seria sempre o mesmo, independentemente da forma interior que posteriormente teriam cada matriz. O ponto de origem do programa coincide sempre com o centro da matriz, já que a todas as matrizes se faz um furo de 2 mm. de diâmetro para que o enfiamento automático possa enfiar o fio.

O tempo necessário para o corte das 33 matrizes que se colocam na placa-suporte é aproximadamente de 20 a 22 horas. Esta variação de tempo depende das geometrias de corte seleccionadas.

O operador, na primeira hora da manhã retira as matrizes já cortadas e coloca na placa-suporte um novo conjunto de matrizes a cortar. Uma vez que já seleccionou no programa CAD/CAM a forma das novas matrizes que quer cortar e carregou no programa principal as macros com as novas figuras de corte, a máquina trabalhará em modo de operação desatendida até finalizar por completo todo o trabalho.

Além disso, também se criou uma tecnologia de usuário para melhorar as condições específicas de corte deste trabalho. Uma das peculiaridades deste trabalho é que a distancia existente desde a boca inferior até ao ponto real de corte da peça é de 44 mm. Isto devido a que as matrizes são ocas por dentro para além de estarem montadas sobre a placa-suporte. Apesar das matrizes terem uma espessura de 32 mm., a espessura real de corte da matriz é de só 12 mm. (4 mm. de vida mais 8 mm. de saída). A tecnologia criada consta de um primeiro corte com 1º de inclinação do fio, e depois, e só para a vida, realiza-se um segundo corte com 0.3º de inclinação mais um repasso.

Por último, à que destacar que uma vez finalizado o corte de todas as matrizes, os retalhos cortados ficam unidos à peça mediante um fio (ponto de união de menos 0.5 mm. de espessura), para assim evitar que os retalhos ao caírem possam colidir com a boca inferior. Aproveitando a conicidade da matriz, o fio ou o ponto de união entre a peça e o retalho só afecta a zona de saída da matriz, ficando o corte correspondente à zona de vida totalmente limpo. Uma vez terminado o corte de todas as matrizes, o operário separa o retalho da matriz mediante um pequeno golpe.

 

ONA Electroerosión ©, 2000